sexta-feira, 26 de agosto de 2016

3º Ano Ensino Médio - Maya - A descolonização da África

A DESCOLONIZAÇÃO DA ÁFRICA

Inglaterra e França eram as principais potências imperialistas europeias. O processo de descolonização se deu depois da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), quando as grandes potências europeias saíram arrasadas economicamente do conflito, sem condições de manter seus vastos impérios coloniais. Ao mesmo tempo, a opinião pública cobrava uma postura coerente da Inglaterra e da França, que tinham combatido o totalitarismo nazista alemão e o fascismo italiano em nome da democracia e da autodeterminação dos povos, e não davam esse direito aos povos de suas colônias. O afrouxamento das rédeas metropolitanas fez com que muitos povos africanos negociassem sua independência ou pegassem em armas para conseguir a independência. A dominação europeia na África muitas vezes enfrentou a resistência dos povos locais, que se insurgiam contra os dirigentes europeus. Algumas independências se deram com sangrentas guerras, como a da Argélia. Os novos países mantiveram sua condição de exportadores de produtos primários e, embora independentes, continuaram muito dependentes de suas antigas metrópoles.
Com o processo de independência africana, na segunda metade do século XX, o pan-africanismo se fortaleceu, tendo como um de seus líderes Kwame N’Krumah, presidente de Gana(antiga colônia britânica da Costa do Ouro) na década de 1960. Para ele, o fortalecimento econômico das nações africanas e a aproximação entre elas seria o caminho para a plena independência, uma vez que os colonizadores europeus, mesmo tendo concedido a independência, não abririam mão de indiretamente manter sua influência econômica, dilapidando as riquezas do continente.
Em 1964, as nações africanas independentes, em reunião no Cairo, criaram a Organização da Unidade Africana (OUA). Buscavam, dessa forma, ampliar a cooperação entre os Estados e garantir a segurança entre seus países-membros. Porém, ao manter os limites territoriais impostos pelas nações europeias, a OUA consolidou a fragmentação da África. Além disso, boa parte das elites locais ainda representava maiorias étnicas remanescentes da antiga configuração, o que pode também servir para explicar a instabilidade das fronteiras e as sucessivas guerras étnicas que caracterizaram as nações africanas – e caracterizaram até a atualidade – principalmente na região subsaariana.
Em 2002, os novos líderes africanos reuniram-se em Durbam, na África do Sul, e puseram fim à OUA, criando a União Africana (UA). Essa nova organização veio ampliar o leque de objetivos para a integração do continente. Em sua carta de abertura, propunha a criação de um Conselho de Paz e Segurança, representando por alguns países africanos com poderes para intervir em guerras locais e evitar atos de extermínio em massa, como os que continuam a ocorrer em diversos conflitos africanos. Além disso, a UA também tem como objetivo a promoção do desenvolvimento econômico e social das nações africanas, por intermédio do combate à fome e da erradicação da pobreza.

Professora Daiane – Geografia – 2016.


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