quarta-feira, 26 de abril de 2017

Tarefa 7º Anos A e B - Integrado

Êxodo rural no Brasil

O êxodo rural no Brasil desenvolveu-se na segunda metade do século XX e vem perdendo força nos últimos anos.

Publicado por: Rodolfo F. Alves Pena em Geografia humana do Brasil

O êxodo rural corresponde ao processo de migração em massa da população do campo para as cidades, fenômeno que costuma ocorrer em um período de tempo considerado curto, como o prazo de algumas décadas. Trata-se de um elemento diretamente associado a várias dinâmicas socioespaciais, tais como a urbanização, a industrialização, a concentração fundiária e a mecanização do campo.
Um dos maiores exemplos de como essa questão costuma gerar efeitos no processo de produção do espaço pode ser visualizado quando analisamos a conjuntura do êxodo rural no Brasil. Sua ocorrência foi a grande responsável pela aceleração do processo de urbanização em curso no país, que aconteceu mais por valores repulsivos do que atrativos, isto é, mais pela saída de pessoas do campo do que pelo grau de atratividade social e financeira das cidades brasileiras.
O êxodo rural no Brasil ocorreu, de forma mais intensa, em apenas duas décadas: entre 1960 e 1980, mantendo patamares relativamente elevados nas décadas seguintes e perdendo força total na entrada dos anos 2000. Segundo estudos publicados pela Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), o êxodo rural, nas duas primeiras décadas citadas, contribuiu com quase 20% de toda a urbanização do país, passando para 3,5% entre os anos 2000 e 2010.
De acordo com o Censo Demográfico de 2010 divulgado pelo IBGE, o êxodo rural é, realmente, desacelerado nos tempos atuais. Em comparação com o Censo anterior (2000), quando a taxa de migração campo-cidade por ano era de 1,31%, a última amostra registrou uma queda para 0,65%. Esses números consideraram as porcentagens em relação a toda a população brasileira.
Se considerarmos os valores do êxodo rural a partir do número de migrantes em relação ao tamanho total da população residente no campo no Brasil, temos que, entre 2000 e 2010, a taxa de êxodo rural foi de 17,6%, um número bem menor do que o da década anterior: 25,1%. Na década de 1980, essa taxa era de 26,42% e, na década de 1970, era de 30,02%. Portanto, nota-se claramente a tendência de desaceleração, ao passo que as regiões Centro-Oeste e Norte, até mesmo, apresentam um pequeno crescimento no número de habitantes do campo.
Os principais fatores responsáveis pela queda do êxodo rural no Brasil são: a quantidade já escassa de trabalhadores rurais no país, exceto o Nordeste, que ainda possui uma relativa reserva de migrantes; e os investimentos, mesmo que tímidos, para os pequenos produtores e agricultores familiares. Existem, dessa forma, vários programas sociais do governo para garantir que as pessoas encontrem melhores condições de vida no campo, embora esses investimentos não sejam considerados tão expressivos.
Entre os efeitos do êxodo rural no Brasil, podemos destacar:
– Aceleração da urbanização, que ocorreu concentrada, sobretudo, nas grandes metrópoles do país, sobretudo as da região sudeste ao longo do século XX. Essa concentração ocorreu, principalmente, porque o êxodo rural foi acompanhado de uma migração interna no país, em direção aos polos de maiores atratividades econômicas e com mais acentuada industrialização;
– Expansão desmedida das periferias urbanas, com a formação de habitações irregulares e o crescimento das favelas em várias metrópoles do país;
– Aumento do desemprego e do emprego informal: o êxodo rural, acompanhado do crescimento das cidades, propiciou o aumento do setor terciário e também do campo de atuação informal, gerando uma maior precarização das condições de vida dos trabalhadores. Além disso, com um maior exército de trabalhadores de reserva nas cidades, houve uma maior elevação do desemprego;


– Formação de vazios demográficos no campo: em regiões como o Sudeste, o Sul e, principalmente, o Centro-Oeste, formaram-se verdadeiros vazios demográficos no campo, com densidades demográficas praticamente nulas em várias áreas.
Já entre as causas do êxodo rural no Brasil, é possível citar:
– Concentração da produção do campo, na medida em que a menor disponibilidade de terras proporciona maior mobilidade da população rural de média e baixa renda;
– Mecanização do campo, com a substituição dos trabalhadores rurais por maquinários, gerando menos empregos no setor primário e forçando a saída da população do campo para as cidades;
– Fatores atrativos oferecidos pelas cidades, como mais empregos nos setores secundário e terciário, o que foi possível graças ao rápido – porém tardio – processo de industrialização vivido pelo país na segunda metade do século XX.

¹ ALVES, E. et. al. Êxodo e sua contribuição à urbanização de 1950 a 2010. Revista de Política Agrícola (Embrapa). Ano XX – nº 2 – Abr./Maio/Jun. 2011. pp.80-88.


Fonte: http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/geografia/Exodo-rural-no-brasil.htm

Significado de Região Metropolitana - 7º Anos - Integrado

Região metropolitana é o conjunto de diferentes municípios próximos e interligados entre si, normalmente construída ao redor de uma metrópole, uma cidade central e mais desenvolvida

Por exemplo, o Rio de Janeiro é a cidade-sede da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, que é formada por outros municípios (cidades-satélites), como: Duque de Caxias, Niterói, Magé, Nilópolis, Nova Iguaçu, São Gonçalo, entre outros.
Existem várias vantagens e desvantagens em viver nas áreas metropolitanas, sendo as principais qualidades a disponibilidade de uma vasta opção de serviços públicos e particulares de transporte para as diferentes zonas da região, o amplo mercado de trabalho e a grande infraestrutura de serviços, sejam pagos ou gratuitos.
Por outro lado, a poluição, o elevado custo de vida, os engarrafamentos (devido ao grande número de veículos) e o alto índice de criminalidade são algumas das principais desvantagens das regiões metropolitanas.

Região metropolitana brasileira

No Brasil, a Constituição Federal de 1988 determina que são os governos estaduais os responsáveis por estipular as regiões metropolitanas de seus respectivos estados, através de leis. Desta forma, os governos ganham autonomia para planejar e aplicar os melhores projetos de infraestrutura e integração dos interesses públicos coletivos.
Para que determinada área seja declarada região metropolitana é preciso o cumprimento de algumas especificações, como o número de habitantes da cidade central (megalópole), que deve ser igual ou superior aos 800 mil.
Mas, dependendo das características da região, uma área pode ser declarada metropolitana mesmo com uma população inferior aos 800 mil habitantes na cidade central. Neste caso, as chamadas regiões metropolitanas emergentes precisam ter uma densidade demográfica igual ou superior a 60 habitantes por km2, ter mais de 65% da população economicamente ativa e trabalhando em atividades urbanas, entre outras condições.
Atualmente, existem 70 regiões metropolitanas no Brasil, dividas entre os principais centros urbanos do país, sendo os estados da Paraíba, Paraná e Santa Catarina com maior quantidade de regiões metropolitanas no país.

Relevo submarino: Plataforma continental, talude, região abissal e zona pelágica - 6º Ano Integrado - Tarefa

Relevo submarino: Plataforma continental, talude, região abissal e zona pelágica

Assim como o continente tem seus formatos irregulares, com terrenos mais altos e outros mais baixos, o fundo dos oceanos são constituídos de diferentes “desníveis” que formam o chamado relevo submarino.
Em terra firme, vemos as planícies, os planaltos, as depressões e as montanhas. Já nos oceanos, vemos alguns tipos de relevo, entre eles: Plataforma Continental, Talude, Região Abissal e Zona Pelágica
Plataforma continental, Talude, Região abissal, Zona pelágica

A plataforma continental nada mais é que uma continuação do continente, que não ultrapassa meros 200 metros de profundidade. É a parte mais facilmente explorada do relevo submarino, por ser alcançada pelos raios solares com pouca dificuldade e, obviamente, ser próxima a costa. É onde temos a maior riqueza de cardumes e também na extração petrolífera.
A talude é a passagem da plataforma continental para o restante do relevo submarino. Geralmente é uma inclinação abrupta que marca o fim do continente.
É a região mais inexplorada do oceano, com cerca de 5.000 metros de profundidade. Não existe incidência de luz e a vida marinha é rara. Lá, geralmente habitam seres exóticos e até alguns não catalogados.
A região Pelágica é constituída por diversas formas de relevo, que vão desde depressões até montanhas que formam ilhas oceânicas.