sábado, 30 de setembro de 2017

Modelos de Produção - 7º Anos - Integrado Amparo

MODELOS de PRODUÇÃO INDUSTRIAL: Fordismo/Taylorismo - ENEM



Henry Ford

- Inicio do século XX
- linha de montagem
- trabalho com tarefes simples e repetitivas
- grandes estoques


Fala galera! Tudo Bem? Na aula de hoje vamos falar sobre o modelo de produção FORDISTA.

NOÇÕES PRELIMINARES:
Para que você entenda esse modelo de produção indústria, precisaremos entender primeiramente o momento histórico em que ele foi criado.

Então vamos lá!
Galera uma palavra muito importante para você entender o fordismo é a ideia de VOLUME, isto é, ideia de quantidade. Esse conceito está ligar as ideias Frederick Taylor, por isso para falar do FORDISMO devemos primeiramente falar do TAYLORISMO, modelo de produção industrial que antecedeu o fordismo.

O Taylorismo está ligado a ideia do aumento do volume da produção do espaço fabrilno contexto do inicio da 2ª Revolução Industrial. Seu idealizador foi Frederick Taylor.

Galera! A grande sacada de Taylor foi a de desenvolver um método de organização do trabalho dentro do espaço fabril que possibilitasse a racionalização da produção.

Por que?
Boa parte dos industriais, burgueses, homens públicos e até pensadores viam os trabalhadores – senão todos eles, uma boa parcela – como preguiçosos e indolentes, e que no ambiente fabril, em se permitindo, criariam subterfúgios para preencher o seu tempo com qualquer coisa, menos com o trabalho. Daí a necessidade de um modelo de produção industrial capaz de coibir e disciplinar os operários preguiçosos e indolentes e aumentar a produção da indústria do final do século XIX e inicio do século XX .

Para resolver esse problema Taylor criou um método que visava racionalizar a produção.

Que método foi esse?

O método de Taylor consistia em medidas que visavam reduzir o tempo da execução das atividades realizadas pelos operários na fabrica.

A princípio Taylor passou a observar os trabalhadores, seus movimentos, com objetivo de suprimir movimentos desnecessários, simplificando as operações corporais necessárias para a produção da mercadoria visando diminuir o tempo gasto pelos operários aumentando assim a sua produtividade.

Para isso, Taylor simplificou as tarefas, ao máximo, de cada função dentro da fábrica ao ponto de deixar essas tarefas simples ao máximo. Depois passou a treinar os trabalhadores inclusive com a utilização de cronômetros, com o objetivo de torna as funções repetitivas visando sua execução cada vez mais rápida, com a finalidade a aumentar o volume da produção.


Galera! Além de monitorar o tempo gasto para a realização de tarefas o método Taylon também premiava àqueles que tivessem um grande rendimento em seu trabalho.


A partir dai, as ideias de Taylor se espalharam de tal forma, aponto de outros estudiosos e empresários tentarem copiar ou melhorar suas ideias. Henry Ford, foi um destes, em sua fábrica de automóveis buscou melhorar o modelo de Taylor com a ideia da criação de uma Linha de Montagem a partir da instalação de uma esteira mecânica.

O que Henry queria como isso?
A ideia de Ford era a de produzir muito mais e num custo ainda mais baixo, fazendo com que a produção de seus produtos (automóveis) ficasse bem mais baratos e assim aumentassem suas vendas.

A grande sacada de Ford foi acabar com tempo desperdiçado que o trabalhador usava para ter acesso ao exercício de sua função indo ao encontro da mercadoria no momento que este se deslocava para realizar sua função dentro do processo produtivo. Com uso da esteira mecânica este não precisar se deslocar (perder tempo), pois à medida que o produto deslocava na esteira o trabalhador desenvolvia sua função.

A partir do desenvolvimento desse método na fabrica de Henry Ford o trabalhador passou a desenvolver uma única tarefa (como tinha previsto Taylor) só que este ficava estático em torno da esteira, por exemplo, alguém que colocava os faróis nos automóveis na indústria automobilística faria apenas isso o dia todo sem conhecer os procedimentos das outras etapas da produção.

A esteira fez diminuir ainda mais o tempo gasto no trabalho, aumentar ainda mais produtividade, diminuir  ainda mais o custo de produção o que tornou possível, a redução ainda dos preços dos produtos, aumentando assim o consumo e este por sua vez aquecendo a produção em massa para um consumo cada vez mais crescente do mercado consumido de então.

Nesses termos houve um maior volume de produção – se produzia mais e em menos tempo e com um custo mais baixo, com isso, o empresário podia diminuir o preço de seus produtos o que favoreceria a este um maior volume de vendas, e com o aumento das vendas aumentaram também os lucros da empresa e o empresário saiu ganhando ainda mais.

Essas inovações revolucionaram e reorganizaram a divisão do trabalho dentro do espaço fabril do inicio do século XX

Em questões de vestibular e do Enem você vai encontrar fotografias ou imagens onde a esteira tem o papel de destaque ao levar a mercadoria até o trabalhador. Veja:

   



Essa é uma visão, uma imagem, típica do modelo de produção criado por Ford – o Fordismo.


A gora, galera! O que era mesmo que os trabalhadores faziam nessas esteiras (linha de montagem)?

Eles executavam tarefas simples e repetitivas. Por exemplo, se a função do trabalhador é pregar um prego! Ele vai pregar um prego em cada mercadoria até fim de sua jornada de trabalho.
Segundo a teoria desse modelo de produção industrial quanto mais simples e repetitiva for a tarefa do trabalhador, mais vezes ele vai conseguir realizar essa tarefa com agilidade e destreza e numa velocidade de execução que possibilitará a realização de máximo de vezes possíveis de sua tarefa na fabrica.

Vamos às críticas a esse modelo de produção!

A primeira e mais divulgada é quanto à repetição da tarefa realizada pelo trabalhador na esteira de montagem. Por que? Porque ele não tem consciência do que está produzindo. Nesse sentido a tarefa repetitiva acaba alienando a consciência do trabalhador, pois essa atividade repetitiva faz o trabalhador perder o sentido da realidade por não saber em que o seu trabalho está sendo empregado, uma vez que ele não sabe o que está produzindo. Sem consciência de sua produção o operário não se reconhece na sua produção caso este entre em contado com ela após a confecção. Pois não a reconhece como sua obra. Isso consiste a alienação do trabalhador. 


Outra crítica a esse modelo é que ele é inadequado  em períodos de crise financeira. Como assim? Esse modelo é muito interessante se agente não pensar num contexto de crise. Num contexto de crise esse modelo deixa de funcionar. Por que porque ele é baseado em produzir muito em pouco tempo e num valor baixo par que você possa comprar. Mas em um período de crise e de recessão o poder de compra do consumidor cai bastante. Se não há venda para os produtos, estes ficam parados no estoque. As industrias continuam produzindo, como não há venda, a produção vai se acumulando no estoque criando um superestoque fruto de uma superprodução.

Sem vendar seus produtos o empresário não ter como pagar os seus empregados e nem seus fornecedores! O que levaria a falência dessa empresa. Para não quebrar a solução desse tipo de empresa é a de dá férias coletivas aos operários, para parar as máquinas. Ou diminuir o ritmo das máquinas.    

   


ATIVIDADE DE FIXAÇÃO


4ª Questão: (Seduc – CE Simulado Enem 2014)

Os trabalhadores que construíam seus carros Modelo N, predecessor do Modelo T, dispunham as peças e partes numa fileira no chão, punham-nas em trilhos deslizadores e arrastavam-nas, ajustando umas às outras. Mais tarde, o dinamismo do processo tornou-se mais sofisticado. Ford dividiu a montagem do Modelo T em 84 passos discretos, por exemplo, treinando cada um de seus operários em executar apenas um dos passos. Contratou também o especialista em estudos de movimento, Frederick Taylor, para tornar a execução ainda mais eficiente. Nesse meio tempo, construiu máquinas que poderiam estampar as partes automaticamente e muito mais rapidamente do que o mais ágil dos trabalhadores.

Com base no texto, a produção fordista tem por característica a

(A) flexibilização da produção.
(B) produção padronizada.
(C) produção por demanda.
(D) utilização de trabalho escravo.
(E) valorização do trabalho artesanal.

Para preparar uma caixa de telefone celular com carregador de bateria, fone de ouvido e dois manuais de instrução, o empregado da fábrica dispõe de apenas seis segundos. Finalizada essa etapa, a embalagem é repassada ao funcionário seguinte da linha de montagem, o qual tem a missão de escanear o pacote em dois pontos diferentes e, em seguida, colar uma etiqueta. Em um único dia, a tarefa chega a ser repetida até 6 800 vezes pelo mesmo trabalhador

(blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2013/08/12/ Acesso em: 12.08.2013. Adaptado)

Refletindo sobre a situação exposta no texto, é correto afirmar que essa fábrica se organiza pelo sistema de produção conhecido como 

(A) toyotismo, no qual a mecanização do trabalho leva à divisão equitativa dos lucros entre os operários. 
(B) toyotismo, no qual os trabalhadores controlam os meios de produção e produzem no seu próprio ritmo. 
(C) fordismo, no qual cada um dos trabalhadores realiza todas as etapas do processo produtivo nas fábricas. 
(D) fordismo, no qual a livre iniciativa do trabalhador determina o ritmo das fábricas e o volume da produção
(E) fordismo, no qual há uma divisão do trabalho, e a mecanização da produção leva à repetição de tarefas

  
2. (ENEM 2001) …Um operário desenrola o arame, o outro o endireita, um terceiro corta, um quarto o afia nas pontas para a colocação da cabeça do alfinete; para fazer a cabeça do alfinete requerem-se 3 ou 4 operações diferentes;…


Smith, Adam. A riqueza das nações. Investigação sobre a sua natureza e suas causas. Vol. I. São Paulo: Nova Cultural, 1985.


Jornal do Brasil, 19 de fevereiro de 1977.

A respeito do texto e do quadrinho são feitas as seguintes afirmações: 

I – Ambos retratam a intensa divisão do trabalho, à qual são submetidos os operários. 
II – O texto refere-se à produção informatizada, e o quadrinho, à produção artesanal. 
III – Ambos contêm a idéia de que o produto da atividade industrial não depende do conhecimento de todo o processo por parte do operário.

Dentre essas afirmações, apenas: 

a) I está correta. b) II está correta. 
c) III está correta. 
d) I e II estão corretas. 
e) I e III estão corretas.

3. UERJ 2010 - Andy Warhol (1928-1987) é um artista conhecido por criações que abordaram valores da sociedade de consumo; em especial, o uso e o abuso da repetição. Esses traços estão presentes, por exemplo, na obra que retrata as latas de sopa Campbell’s, de 1962.


www.moma.org
O modelo de desenvolvimento do capitalismo e o correspondente elemento da organização da produção industrial representados neste trabalho de Warhol estão apontados em: 
(A) taylorismo - produção flexível 
(B) fordismo - produção em série 
(C) toyotismo - fragmentação da produção 
(D) neofordismo - terceirização da produção





4. UNIFRA 2008 - Qual dos títulos abaixo pode ser considerado adequado para o fragmento:

Com o carro, criou-se a fábrica moderna e transformou-se a indústria automobilística em um dos empreendimentos mais importantes do século XX. Inventou-se a linha de montagem. (Dinheiro. Editora Três, nº 122. p. 20.)? 

A) Fordismo – a produção em escala 
B) Toyotismo e a produção flexível 
C) Trabalhador polifuncional 
D) Terceirização – a inovação industrial do século 
E) Racionalização dos estoques

5. UEA 2003 - Nas primeiras décadas do século XX, o engenheiro Frederick Taylor desenvolveu os princípios de administração científica, que consistiam, basicamente, no controle dos tempos e dos movimentos dos trabalhadores para aumentar a eficiência do processo produtivo. Ao adotar estes princípios em sua fábrica, Henry Ford criava um novo método de produção. A inovação mais importante do modelo fordista de produção foi: (A) a fragmentação da produção. 
(B) o trabalho qualificado. 
(C) a linha de montagem. 
(D) a produção diferenciada. 
(E) a redução dos estoques.

6. UFU 2007 - Considere o texto abaixo e as afirmativas seguintes. O lançamento do automóvel Ford modelo T, em 1908, nos Estados Unidos da América, assinala o futuro da produção industrial como fruto da estandartização e do consumo de massa. Henry Ford, seu idealizador, pretendia criar um automóvel barato e, por isso, apoiou-se nos princípios do taylorismo que visava otimizar a cadência e os gestos do trabalho, unidos aos princípios da padronização de peças intercambiáveis. O modelo T foi um sucesso: em 1910 vinte mil automóveis foram fabricados ao preço unitário de U$ 850,00 e, em 1916, seiscentos mil ao preço unitário de U$ 360,00. Até que a produção se encerrasse em 1927, aproximadamente quinze milhões de exemplares saíram da linha de montagem. 

I - O sistema de produção do Ford T baseava-se na utilização de máquinas-ferramentas, na diminuição do uso de mão-de-obra qualificada, no fluxo contínuo de produção, na fixação da jornada de trabalho de oito horas, no aumento dos salários. 

II - A introdução do Ford T no mercado ajudou a gerar não apenas um novo modelo de produção, mas também, novos padrões de operários capazes de adquirir o produto do próprio trabalho, tornando-se modelos para a sociedade americana. 

III - O sucesso do Ford T marca um momento de prosperidade e crescimento para uma sociedade que aceitou as normas impostas pelos interesses da indústria: consumo restrito e seletivo, trabalho cadenciado e em ritmo leve, com deslocamento do operário no interior da fábrica. 

IV - O Ford T foi um símbolo da transformação no trabalho industrial. Os trabalhadores facilmente adaptaram-se ao seu novo ritmo e natureza. Esse carro foi, também, símbolo dos produtos industriais baseados em uma produção seletiva e padronizada que visava atender uma única parcela da sociedade. Dentre as alternativas abaixo: 

A) apenas I e II são corretas. 
B) apenas I e III são corretas. 
C) apenas II e IV são corretas. 
D) apenas III e IV são corretas.

7. CEDERJ 2010 - Uma das bases do desenvolvimento americano, no início do século XX, foi o chamado “fordismo” que garantia aos EUA a liderança no movimento de renovação mundial do capitalismo. Isso só foi possível pela combinação entre a administração das empresas e a produção industrial. A partir dessa observação: 

a) destaque um nome dentre aqueles que teorizaram essa nova relação entre administração e economia, nos EUA, que se transformou em sinônimo de “fordismo”; 
b) explique o significado do termo fordismo.

GABARITO
1. E
2. E
3. B
4. A
5. C
6. A
7.
a) Os nomes podem ser Fayol ou Taylor, só não será considerado Ford; 
b) O fordismo é o processo de radicalização da produção em série, aumentando a oferta de produtos por meio de uma relação ideal entre a administração das indústrias, a política de organização do trabalho e as inovações tecnológicas, de forma a aproveitar ao máximo o tempo. Podem ser citados exemplos vinculados aos sistemas industriais ou mesmo críticas ao fordismo.