domingo, 21 de agosto de 2016

3º Ano Ensino Médio - Maya - Economia da África

ECONOMIA

A África é o continente menos desenvolvido economicamente. Alguns países se destacam pela exploração mineral: petróleo (Argélia, Líbia, Nigéria e Angola); ouro (África do Sul, Zimbábue, Congo e Gana); fosfato (Marrocos); diamantes (República Democrática do Congo, África do Sul e Botsuana); manganês e urânio (Gabão e África do Sul). Essas atividades são responsáveis por 90% das exportações do continente.
A agricultura é desenvolvida principalmente no vale do rio Nilo, onde os solos são muito férteis, com destaque para os cultivos de cereais e de algodão. A região denominada Maghreb, no noroeste do continente, também exerce grande importância para a agricultura africana. Esse local apresenta clima mediterrâneo, favorável para as produções de vinha, oliva e cítricos.

O setor industrial é pouco desenvolvido. A África do Sul é o maior destaque africano desse segmento econômico, abrigando metalúrgicas, indústrias químicas, têxteis, alimentícias, locomotivas e de automóveis.

A África é o continente mais pobre do mundo. Cerca de 1/3 dos habitantes da África vivem com menos de 1 dólar ao dia, abaixo do nível da pobreza definido pelo Banco Mundial. O avanço de epidemias, o agravamento da miséria e os conflitos armados levam esta região a um verdadeiro caos. Além disso, quase 2/3 dos portadores do vírus HIV do planeta vivem neste continente. O atraso econômico e a ausência de uma sociedade de consumo em larga escala, colocam o mercado africano em segundo plano no mundo globalizado. O PIB total da África é de apenas 1% do PIB mundial e o continente participa de apenas 2% das transações comerciais que acontecem no mundo.


Em sua maioria, os africanos são tradicionalmente agricultores e pastores. A colonização européia aumentou a demanda externa de determinados produtos agrícolas e minerais. Para atendê-la, construíram-se sistemas de comunicação, introduziram-se cultivos e tecnologia europeus e desenvolveu-se um sistema de economia de intercâmbio comercial, que continua coexistindo com a economia de subsistência.


Embora um quarto do território africano seja coberto por florestas, grande parte da madeira só tem valor como combustível. Gabão é o maior produtor de okoumé, um derivado da madeira usado na elaboração de compensado (madeira em chapa). Costa do Marfim, Libéria, Gana e Nigéria são os maiores exportadores de madeira de lei. A pesca marítima, que é muito difundida e voltada para o consumo local, adquire importância comercial no Marrocos, na Namíbia e na África do Sul. A mineração representa a maior receita dentre os produtos exportados. As indústrias de extração mineral são o setor mais desenvolvido em boa parte da economia africana. Além disso, Serra Leoa tem a maior reserva conhecida de titânio.

A nação mais industrializada do continente é a África do Sul, que alcançou relativa estabilidade política e desenvolvimento, possuindo sozinha 1/5 do PIB de toda a África. Porém, também já foram implantados notáveis centros industriais no Zimbábue, no Egito e na Argélia. O principal bloco econômico é o SADC, formado por 14 países, que se firma como o pólo mais promissor do continente.

 


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