terça-feira, 17 de maio de 2016

Alunos 9º A e B - Escola Francisco Arcadas

O QUE É A FAO? 

FAO é a sigla da Food and Agriculture Organization of the United Nations, que em português é a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação. 
O órgão é responsável por todo debate da ONU acerca de agricultura e de abastecimento de alimentos, incluindo comércio, segurança alimentar, mudanças climáticas e ajuda humanitária.
O sistema das Nações Unidas, a FAO e outras organizações do grupo original de organismos especializados, a Organização Internacional do Trabalho (OIT), a Organização Mundial de Saúde (OMS) e a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), cresceram rapidamente nos anos 70 e 60 em resposta a estas novas demandas. Este crescimento foi acompanhado pela fundação de novas entidades no marco do sistema, incluindo, em esferas de interesse da FAO, o Programa Mundial de Alimentos (PMA) em 1963, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em 1965, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) em 1972 e o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) em 1977, e em estreita relação com o sistema das Nações Unidas, o Grupo Consultivo sobre Investigação Agrícola Internacional (GCIAI) em 1971. A partir da década de 1960, o Banco Mundial e os bancos regionais de desenvolvimento aumentaram paulatinamente suas carteiras de investimentos em agricultura e no desenvolvimento rural e os doadores bilaterais começaram a estabelecer ministérios especializados em cooperação com o desenvolvimento.
A FAO tem usado em varias ocasiões seu poder de convocatória para reunir a seus membros com objeto de reforçar sua resolução comum e enfrentar problemas mundiais críticos. Em especial convocou, ao nível de Chefes de Estado e Governos, a Cúpula Mundial sobre a Alimentação (CMA) de 1996 e a Cúpula Mundial sobre a Alimentação: cinco anos depois de 2002. Na cúpula de 1996 foi estabelecida pela primeira vez uma meta de quantitativa com respeito à redução da fome, pois foi pedido que se reduzisse pela metade o número de pessoas subnutridas em todo o mundo até o ano 2015, e foi elaborado um projeto, plasmado num Plano de Ação, para conseguir a segurança alimentar universal. 



O QUE É A OMS?

A Organização Mundial da Saúde (OMS) é uma agência especializada em saúde, fundada em 7 de abril de 1948 e subordinada à Organização das Nações Unidas. Sua sede é em Genebra, na Suíça. A directora-geral é, desde novembro de 2006, a chinesa Margaret Chan.
A OMS tem suas origens nas guerras do fim do século XIX (México, Crimeia). Após a Primeira Guerra Mundial, a SDN criou seu comité de higiene, que foi o embrião da OMS.
Segundo sua constituição, a OMS tem por objetivo desenvolver ao máximo possível o nível de saúde de todos os povos. A saúde sendo definida nesse mesmo documento como um «estado de completo bem-estar físico, mental e social e não consistindo somente da ausência de uma doença ou enfermidade.
O Brasil tem participação fundamental na história da Organização Mundial da Saúde, criada pela ONU para elevar os padrões mundiais de saúde. A proposta de criação da OMS foi de autoria dos delegados do Brasil, que propuseram o estabelecimento de um "organismo internacional de saúde pública de alcance mundial"[2]. Desde então, Brasil e a OMS desenvolvem intensa cooperação.




O QUE É A UNESCO?

A sigla UNESCO significa United Nation Educational, Scientific and Cultural Organization (Organização para a Educação, a Ciência e a Cultura das Nações Unidas), organismo integrado na Organização das Nações Unidas (ONU), criado, em 1946, a fim de promover a paz mundial, através da cultura, educação, comunicação, as ciências naturais e as ciências sociais. O principal órgão decisório da UNESCO é sua Assembléia Geral, composta por representante de seus Estados membros. Cabe a esta assembléia eleger os membros do comitê executivo e nomear o diretor geral. O comitê executivo está composto de representantes de determinados Estados membros e se reúne duas vezes por ano, entre as reuniões da Assembléia Geral, para verificar a prática das políticas bianuais da UNESCO. Estas são levadas a cabo pela Secretaria liderada pelo Diretor Geral.
Os principais objetivos da UNESCO são: globalizar a educação; fomentar a paz, através do ponto anterior; promover a livre circulação de informação entre os países e a liberdade de imprensa; definir e proteger o Patrimônio da Humanidade Cultural ou Natural (conceito estabelecido em 1972 e que entrou em vigor em 1975); e defender a expressão das identidades culturais. As questões às quais se dá prioridade são a educação, o desenvolvimento, a urbanização, a juventude, a população, os direitos humanos, a igualdade da mulher, a democracia e a paz.



O QUE É A OIT?

Fundada em 1919 com o objetivo de promover a justiça social, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) é a única das Agências do Sistema das Nações Unidas que tem estrutura tripartite, na qual os representantes dos empregadores e dos trabalhadores têm os mesmos direitos que os do governo.
A Organização Internacional do Trabalho (OIT) é uma agência multilateral ligada à Organização das Nações Unidas (ONU), especializada nas questões do trabalho.
Tem representação paritária de governos dos 182 Estados-Membros e de organizações de empregadores e de trabalhadores.
Com sede em Genebra, Suíça desde a data da fundação, a OIT tem uma rede de escritórios em todos os continentes.
O seu orçamento regular provém de contribuições dos seus Estados Membros, que é suplementado por contribuições de países industrializados para programas e projetos especiais específicos. No biénio 2000-01, o orçamento da OIT aprovado pelo Conselho de Administração foi de US$ 467 milhões, dos quais apenas 20% proveniente de contribuições regulares.



O QUE É FMI E BIRD?

O Fundo Monetário Internacional (FMI) é uma organização internacional que pretende assegurar o bom funcionamento do sistema financeiro mundial pelo monitoramento das taxas de câmbio e da balança de pagamentos, através de assistência técnica e financeira. Sua sede é em Washington, DC, Estados Unidos.
O FMI se auto-proclama como uma organização de 185 países, trabalhando por uma cooperação monetária global, assegurar estabilidade financeira, facilitar o comércio internacional, promover altos níveis de emprego e desenvolvimento econômico sustentável, além de reduzir a pobreza.
O FMI foi criado em 1945 e tem como objetivo básico zelar pela estabilidade do sistema monetário internacional, notadamente através da promoção da cooperação e da consulta em assuntos monetários entre os seus 184 países membros. Com exceção de Coréia do Norte, Cuba, Liechtenstein, Andorra, Mônaco, Tuvalu e Nauru, todos os membros da ONU fazem parte do FMI. Juntamente com o BIRD, o FMI emergiu das Conferências de Bretton Woods como um dos pilares da ordem econômica internacional do pós-Guerra. O FMI objetiva evitar que desequilíbrios nos balanços de pagamentos e nos sistemas cambiais dos países membros possam prejudicar a expansão do comércio e dos fluxos de capitais internacionais. O Fundo favorece a progressiva eliminação das restrições cambiais nos países membros e concede recursos temporariamente para evitar ou remediar desequilíbrios no balanço de pagamentos. Além disso, o FMI planeja e monitora programas de ajustes estruturais e oferece assistência técnica e treinamento para os países membros.
A 30 de junho de 1944, quando as tropas aliadas mal haviam desembarcado na Normandia, dois trens especiais dirigiram-se para Bretton Woods: um vinha de Washington e o outro de Atlantic City. 
Traziam a bordo 730 renomados cientistas políticos, economistas, líderes políticos e altos funcionários governamentais de 45 países. Entre eles, estava também o famoso economista britânico John Maynard Keynes.
Banco Mundial é um termo usado para descrever uma instituição financeira internacional que fornece empréstimos alavancados para os países em desenvolvimento para os programas de capital. O Banco Mundial tem como objetivo declarado reduzir a pobreza.



O QUE É A OMC?

A Organização Mundial do Comércio (OMC) é uma organização internacional que trata das regras sobre o comércio entre as nações. Os membros da OMC negociam e assinam acordos que depois são ratificados pelo parlamento de cada nação e passam a regular o comércio internacional. Em inglês é denominada World Trade Organization” (WTO) e possui 153 membros.
Suas funções são:
-Gerenciar os acordos que compõem o sistema multilateral de comércio 
servir de fórum para comércio internacional (firmar acordos internacionais) 
supervisionar a adoção dos acordos e implementação destes acordos pelos membros da organização(verificar as políticas comerciais nacionais). 
Outra função muito importante na OMC é o Sistema de resolução de Controvérsias da OMC, o que a destaca entre outras instituições internacionais. Este mecanismo foi criado para solucionar os conflitos gerados pela aplicação dos acordos sobre o comércio internacional entre os membros da OMC. As negociações na OMC são feitas em Rodadas, hoje, ocorre a Rodada de Doha (Agenda de Desenvolvimento de Doha - Doha Development Agenda) iniciada em 2001.
Além disso, a OMC realiza Conferências Ministeriais a cada dois anos. Existe um Conselho Geral que implementa as decisões alcançadas na Conferência e é responsável pela administração diária. A Conferência Ministerial escolhe um diretor geral com o mandato de quatro anos, atualmente o Diretor geral é Pascal Lamy, que tomou posse em 1 de Setembro de 2005.
A OMC foi criada com a conclusão da Rodada Uruguai, em 15.12.1993, e com a assinatura de sua Ata Final, em 15.4.1994, em Marrakesh (PETTER, Lafayete, Direito Economico, 2009, p. 172).



O QUE FOI A INVASÃO DO IRAQUE?
A Invasão do Iraque em 2003 iniciou-se a 20 de Março através de uma aliança entre os Estados Unidos da América, Reino Unido e muitas outras nações, numa aliança conhecida como a Coalizão. A ofensiva terrestre foi iniciada a partir do Kuwait, depois de uma série de ataques aéreos com mísseis e bombas a Bagdad e arredores ter aberto o caminho às tropas no terreno.

Os efetivos, assim como os meios materiais do exército iraquiano, haviam sofrido forte deterioração, desde a Guerra do Golfo (1991), contando então com 17 divisões do exército regular (contra as 40 que possuíam na guerra de 1991), além das seis divisões da Guarda Republicana.

Apesar de alguma resistência por parte dos iraquianos, as forças terrestres da coligação norte-americana e britânica avançaram bastante até terem um abrandamento no dia 25 de Março por falta de provisões. A 26 de Março foi aberta a frente norte de ataque com a chegada de forças aerotransportadas à região norte controlada pelos curdos.

Encontrando menor resistência do que a inicialmente previsto, as tropas norte-americanas, a 4 de Abril ocupam o aeroporto internacional de Bagdad, situado a poucos quilómetros da capital. No dia seguinte alguns tanques norte-americanos fizeram incursões no centro de Bagdade

Bagdá caiu a 9 de Abril e a 1 de Maio declarou o presidente norte-americano George W. Bush o fim das operações militares, dissolvendo o governo do partido Ba'ath, depondo o presidente Saddam Hussein. As forças da Coligação capturaram Saddam Hussein a 14 de Dezembro de 2004, dando início ao processo de transição de poderes à população iraquiana. A invasão procedeu segundo uma doutrina militar de intervenção rápida ao estilo Blitzkrieg e ao custo de apenas 173 mortos da Coligação (dos quais 33 britânicos).

As supostas armas de destruição biológica e caseira em massa que supostamente haviam no Iraque jamais foram encontradas pelas forças de ocupação. As também alegadas ligações de Saddam com grupos terroristas islâmicos nunca foram comprovadas. Na verdade, os grupos terroristas islâmicos opunham-se a Saddam, pois eram xiitas em sua maioria, enquanto o líder iraquiano era sunita e ao contrário do que se imaginava, o Iraque era um dos países mais laicos da região.

As hostilidades não cessaram até o dia (dezembro de 2009) e continuam sob a forma de guerrilha de resistência e terrorismo na qual os chamados insurgentes atacam diariamente as forças de ocupação. Existem vários grupos diferentes de insurgentes. Há terroristas islamistas que pretendem desestabilizar o novo governo. Muitos deles são estrangeiros infiltrados no país, que por sua vez combatem outros estrangeiros infiltrados no país, os soldados estado-unidenses. Há também notícias de ataques por antigos elementos do aparelho sunita de Saddam. Por sua vez também houve desacatos provocados por elementos mais radicais entre os xiitas no sul.

Só para a retomada da cidade de Faluja, com cerca de 300.000 habitantes, o conflito rendeu, além de mortos e feridos, cerca de 210.000 desabrigados que se somam às demais vítimas desta guerra. Em Faluja os rebeldes tinham instaurado um regime semelhante ao dos talibans no Afeganistão, havendo relatos de tortura e assassinatos sistemáticos e um regime de terror (carece de fontes).

A derrubada do regime de Saddam Hussein e a subida ao poder dos clérigos religiosos teve diversos efeitos colaterais, dentre os quais, a perseguição a Cristãos e outras minorias religiosas.

A 3 de Fevereiro de 2004 o governo inglês anunciou a abertura de um inquérito aos serviços secretos relacionado com a alegada existência de armas de destruição maciça no Iraque.

A Comissão de inquérito foi presidida por Lord Butler of Brockwell e foi publicado a 14 de Julho de 2004, ficando conhecido por Relatório Butler.



O QUE FOI A CRISE DA ONU?
A intenção de Washington de atacar o Iraque sem a anuência formal da ONU põe a entidade numa situação crítica: seus defensores lamentarão que suas decisões não sejam respeitadas, e seus detratores -sobretudo a ala mais conservadora do Partido Republicano dos EUA- dirão que ela não é legítima porque permite que Saddam Hussein mantenha armas de destruição em massa.

Todavia a discussão atual é mais profunda. Ela diz respeito à configuração da nova ordem mundial, cuja construção começou com a queda do Muro de Berlim (1989) e ganhou forte impulso após os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001. A questão é saber se essa ordem será multilateralista ou se a única superpotência do planeta dominará a cena global. Segundo analistas ouvidos pela Folha, o futuro da ONU depende do modo como os EUA vêem essa nova ordem. "Se Washington mantiver sua atitude, buscando usar a entidade como instrumento de sua política externa, a situação será difícil para ela, já que o restante do mundo não aceitará esse quadro", disse Michael Kreile, especialista em ONU da Universidade Humboldt (Berlim).

Desde sua criação, em 1945, a ONU tem sido um fórum multilateralista, no qual a comunidade internacional tenta manter a paz e a segurança mundiais e promover valores considerados universais por meio de regras consensuais. Contudo, na Guerra Fria, ela teve sua atuação limitada pelos imperativos geopolíticos da época.

Os EUA e a URSS utilizaram, então, seu poder de veto inúmeras vezes, não deixando que a vontade da maioria prevalecesse. "Houve várias crises em que a legitimidade da ONU foi posta em xeque. Mas ela sobreviveu, mostrando seu valor para o mundo contemporâneo", disse Ole Holsti, da Universidade Duke (EUA).

"Porém seu futuro dependerá de Washington, pois ela não poderá dizer-se legítima sem o apoio da única superpotência planetária. A guerra contra o Iraque será decisiva, já que influenciará a opinião pública americana. O unilateralismo não é popular. E, em última análise, o apoio popular é a principal variável analisada pelos estrategistas do governo." O perigo para a entidade é que a atual administração americana se convença da necessidade de agir de modo unilateralista de agora em diante. Ademais, de qualquer modo, a âncora do sistema internacional (a aliança entre os EUA e a Europa) não será mais a mesma. "A ONU não acabará, mas a divisão entre americanos e europeus transformará a entidade num local em que as negociações serão mais duras", explicou Charles Kupchan, pesquisador no Council on Foreign Relations (EUA).

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